10 passos para escrever um bom texto acadêmico

Com dificuldades em começar aquele artigo científico, monografia, dissertação ou tese? Estes 10 passos podem ajudar você a desenvolver a pesquisa e a escrita do texto.

Escrever um bom texto, seja qual for o seu gênero, não é tarefa fácil. E quanto maior a sua extensão e a exigência de resultados, mais difícil conseguirmos manter-nos objetivamente sobre o critério de discriminação e seleção de informações que um trabalho científico, demanda. Então como escrever um bom texto para a sua graduação ou pós-graduação, de modo a contribuir com novos conhecimentos, mantendo a coerência e a unidade? A resposta não é simples. Ninguém consegue escrever um texto perfeito logo em seu primeiro esboço, é preciso várias revisões, recapitulações e reorganizações do material produzido. Mas algumas dicas podem ajudar na hora de escrever e revisar o seu material produzido:
Faça o primeiro levantamento bibliográfico sobre o tema do trabalho: todo problema parte de um conhecimento prévio sobre o tema. Com as leituras, você poderá objetivar melhor a intuição que possui sobre o problema e traçar cruzamentos de conhecimento que levem ao desenvolvimento do trabalho e posteriores conclusões. No entanto, dependendo de qual for a extensão do trabalho, o esforço de um levantamento bibliográfico durará por todo o período de escrita, até que se finalize o texto.
Reserve um pouco mais do que o tempo suficiente para a escrita do trabalho: um dos principais problemas para qualquer pessoa que começa a desenvolver um trabalho científico são os prazos. O melhor é escrever um pouquinho quase todos os dias, dando intervalos de descanso quando a escrita travar. Ademais, é sempre bom organizar um cronograma que deixe um tempo a mais para possíveis modificações ou revisões do texto, uma vez que, invariavelmente, elas ocorrem. É melhor prevenir do que remediar, ou melhor, perder os prazos.
Faça um esboço estruturando os tópicos e as seções ou capítulos que seu texto irá abordar: seja um artigo ou um projeto de maior extensão, sempre fica mais fácil começar a desenvolvê-lo quando temos em mãos um esboço de sua estrutura. Redigir o suposto sumário com seus capítulos ou seções sempre ajuda no desenvolvimento do texto. Tente não começar por sua introdução, pois nessa parte geralmente se diz os passos tomados no trabalho, coisa que só se terá certeza quase em sua conclusão.
Comece a escrever já incluindo seu texto nas normas da ABNT: mais fácil do que adequar seu texto às normas só no final, o ideal é já escrever seguindo-as. Pode ser chato no começo, mas depois de poucas páginas você já estará acostumado a fazer citações e referências conforme estipulado.
Nunca deixe de tentar domar o texto por mais que isso seja difícil, não fazendo digressões muito amplas que fujam do objeto de pesquisa: na verdade, domar o texto completamente nunca é possível, mas você precisa ter em mente o problema proposto e escrever da forma mais objetiva possível, de modo a não desviar o seu foco de atenção. Caso exista alguma digressão que você considera importante, que levante outros aspectos que não serão desenvolvidos em seu texto, pode-se usar o espaço do paratexto do trabalho, ou seja, citações de roda pé ou anexos.
Esteja preparado para reestruturar aquele primeiro esboço: como é muito difícil domar o texto que você escreve e novas descobertas surgirão durante a sua feitura, esteja preparado para possíveis mudanças naquele modelo primário que você estabeleceu, desde que elas não atrasem demais o trabalho e façam com que você perca os prazos. No entanto, mudanças de caminhos primariamente traçados fazem parte do desenvolvimento do pensamento científico.
A cada nova seção ou capítulo, tente fazer uma ponte retórica entre as questões abordadas: é importante que a cada novo desenlace do problema você faça uma ponte retórica com aquilo que vinha sendo explicado anteriormente. Textos científicos geralmente obedecem um modelo de raciocínio linear que facilita sua leitura e entendimento. Por isso, é tão importante que, ao introduzir um novo aspecto, você retome aquele já anteriormente apresentado, fazendo a ligação entre ambos por toda a extensão do texto.
Fique de olho na retórica do próprio texto: da mesma forma que a retórica é indispensável para que as partes que abordem diferentes aspectos se interliguem, o mesmo deve acontecer em caráter microtextual, ou seja, quando você está explicando algo em uma seção específica do seu trabalho. O raciocínio explicativo deve ser linear e coerente, de modo a não cansar o leitor e esclarecer o que é proposto. Conjunções de ligação como “assim”, “dessa forma”, “por conseguinte” ou “portanto” são as principais aliadas nessas ligações retóricas. Por outro lado, quando se deseja opor ideias, temos conjunções adversativas que se prestam muito bem a esse papel, tais como “mas”, “porém”, “contudo”, “todavia” ou “no entanto”.
Assim que finalizado, descanse alguns dias do texto: quando ficamos muito tempo em cima de um mesmo texto, acabamos viciados nele. Por isso é tão importante um tempo de descanso do seu próprio texto, para que possa ser capaz de revisar e obter melhores parâmetros críticos com relação àquilo que foi escrito.
Revise-o mais de uma vez e, se possível, peça para algum colega da área também ler para ajudar: a leitura de uma segunda pessoa pode contribuir e muito para nossos parâmetros críticos com relação ao que nós próprios produzimos. Muitas vezes os erros passam em branco justamente porque conhecemos tão bem o texto que não temos o distanciamento necessário para notá-los. Assim, a contribuição de um colega ou de seu orientador é crucial para uma melhor conclusão do trabalho.

Texto produzido pela equipe da Futuro Eventos.

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