Como desenvolver a inteligência emocional na escola?

Inteligência emocional tem a ver com saber respeitar o outro, apesar de suas diferenças ou limitações. Também tem a ver com conhecer-se a si mesmo e aprender desde cedo a exercer uma prática cidadã respeitosa. O melhor lugar para aprender e exercer isso: a escola.

 

 

Só o ensino de conteúdos não basta, a escola também tem como um de seus deveres a formação cidadã de seus estudantes e, desta forma, um enfoque apenas em assuntos formais pré-estabelecidos não é o suficiente para incutir nos discentes uma abordagem humanizada que faça com que eles tenham consciência de seu próprio eu e da relação cidadã e respeitosa que este eu deve estabelecer com o outro e a sociedade ao seu redor. O desenvolvimento da inteligência emocional de qualquer indivíduo, criança, jovem ou adulto, é altamente dependente do meio em que ele vive. Quanto mais cedo o acompanhamento desse aspecto psicológico começa, mais provavelmente será positivo o resultado dessa formação. É um tanto complicado atribuir somente à escola essa iniciativa, pois muitas outras variáveis são atravessadas na formação emocional de qualquer criança ou adolescente, especialmente aquelas com que ele convive dentro de seu âmbito familiar.

 

O problema do bullying
Deste modo, pode-se que dizer que cabe à escola acompanhar e instigar seus alunos diante de problemas de convívio ou comportamento que eles venham a apresentar. a atual e tão abordada questão do bullying é diretamente relacionada ao parco desenvolvimento da inteligência emocional de certos estudantes que acabam depositando em seus colegas suas próprias inseguranças e problemas, que muitas vezes têm origem dentro de suas famílias. À escola, cabe diagnosticar esses casos e tratá-los de maneira efetiva até os limites de suas possibilidades institucionais. Um acompanhamento personalizado por parte de pedagogos e psicólogos da equipe que venha não apenas sanar a violência praticada de um lado, como também atenuar os traumas sofridos pelo outro. As famílias dos alunos que praticam e sofrem bullying, nesses casos, devem ser invariavelmente envolvidas na tentativa de resolução desses conflitos.

 

Enxergando-se como iguais
Mas problemas relacionados à inteligência emocional não têm só a ver com bullying. Muitas vezes, alunos extremamente retraídos e inseguros também podem dar mostras de que precisam de um acompanhamento mais dedicado. A convivência e a socialização entre estudantes sempre dão certos indicativos a serem notados pelos professores no intuito de tentar estimular o desenvolvimento da inteligência emocional de seus alunos. Sempre há aquele colega ruim nos esportes que fica sobrando nas escolhas de times, aquele que mais calado e por isso é deixado de lado nas brincadeiras ou aquele mais esquisitão, que não se encaixa no grupo. A questão da inteligência emocional pode ser muito bem trabalhada em ocasiões como essas: o fato de que viver em sociedade, exercer cidadania e conhecer-se a si mesmo também inclui saber aceitar e respeitar o outro, por mais diferente que ele seja de nós mesmos.
Saber aceitar o outro tal como ele é faz com que também tenhamos a sensibilidade de conhecer a nós mesmos e nos aceitarmos como somos. De ter consciência de nossos limites, qualidades e defeitos, assim como tolerância em relação ao próximo. Inteligência emocional é nos vermos como iguais a todos e saber que não devemos fazer ao próximo aquilo que não gostaríamos que fizessem a nós mesmos. Trabalhos em grupo, atividades em que o conhecimento e o trabalho precisam de uma cooperação entre os alunos para dar resultado, programas de trabalho voluntário, grupos de estudo e discussão podem ser saídas pedagógicas produtivas para agregar os alunos e instiga-los sobre a importância de um comportamento e posicionamentos cidadãos desde cedo.

Texto produzido pela equipe da Futuro Eventos.

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