Como fazer com que o aluno estude regularmente?

Meios diferenciados de avaliação podem ser a saída para dar ao aluno mais ânimo e desenvolver o seu compromisso com os estudos.

 

 

Quem nunca deixou para estudar um dia antes da prova em todo seu trajeto escolar que atire a primeira pedra. É comum vermos que os estudantes só deixam para se preocupar com o estudo daquilo que aprendem em sala de aula pouco tempo antes de serem efetivamente cobrados pelo conhecimento adquirido, não é mesmo? Pois isso é um grande erro e desenvolver uma rotina de estudos é algo que deve ser trabalhado desde cedo pela garotada.

Primeiro, porque faz com que o jovem estudante tenha noção da importância de estudar e encare isso como um trabalho. Desse modo, não só a escola ganha maior valor como também aquilo que ensinam os professores. Encarar o estudo como um processo chato pela qual todos têm de passar não favorecerá a educação em nosso país. Se nossos estudantes aprenderem desde cedo a valorizar mais o que aprendem e a ter noção de que isso exige esforço, talvez possamos contar com uma melhora em nosso ensino a longo prazo.

Segundo, estudar todos os dias, obviamente, faz com que se aprenda melhor o conteúdo dado em sala de aula. O estudar só para a prova deixa registrado um aprendizado superficial no cérebro. Agora, exercitar regularmente aquilo que foi visto, faz com que o conteúdo seja apreendido de forma mais profunda, contribuindo para a formação intelectual e crítica do aluno. Um conhecimento profundo faz com que ele obtenha maior capacidade cognitiva de cruzar dados e conhecimentos, dando-lhe autonomia. Um conhecimento superficial não faz com que o aluno desenvolva tal habilidade.

Mais do que um problema de aprendizado, quando falamos em estudar só para a prova, estamos lidando com um problema cultural tão arraigado quanto “colar” na prova. É preciso que, desde cedo, pais e professores incentivem as crianças a dar o devido valor que o estudo merece e que vai além de estudar só para tirar nota. No âmbito escolar, isso pode ser feito de diversas maneira. Não só com os clássicos deveres de casa, mas também com formas diferenciadas de avaliação que não se restrinjam às provas do fim de bimestre.

Por exemplo, avaliações em sala de aula que não sejam notoriamente provas, mas dinâmicas de grupo, apresentação de seminários, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades comportamentais e retóricas, são meios eficientes de fazer com que o aluno desenvolva a prática do estudo de maneiras diferentes. Também, lições de casa que não se restrinjam a uma simples lista de exercícios, mas pesquisas direcionadas que se sobressaiam aos temas abordados. Isso tudo contribui para que o aluno adquira autonomia e não ache o estudo algo enfadonho.

É certo que implementar outros meios de avaliação pode ser um desafio criativo e até mesmo institucional para os professores. Porém, é preciso tentar inovar os meios de avaliação utilizados na escola. Assim, haverá formas de desafiar os alunos e tentar regatá-los de uma estagnação acadêmica. Quanto mais cedo isso for implementado, ou seja, nas séries iniciais do Ensino Básico, melhor.

Texto produzido pela equipe da Futuro Eventos.

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