Dificuldade de Aprendizagem

 

A dificuldade de aprendizagem passa pelo aprender e ensinar, as quais estão arroladas por uma rede de conexões de funções: sensitivo, motora, afetiva e cognitiva. Alterações anatomo funcionais e neuroquímicas produzem modificações no Sistema Nervoso Central, o qual determina a aprendizagem. Aprender tem haver com a plasticidade cerebral, que não funciona como região isolada, é a partir daí que norteiam as práticas pedagógicas, como meu aluno aprende e eu ensino.

Conceituar aprendizagem a partir desse ponto de vista está relacionado a alguma falha intrínseca ou extrínseca do processo de aprender e ensinar. Investigar está causa cabe a uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar em parceria integrada com a família e a escola a fim de potencializar, e melhorar a aprendizagem.
Para que essa avaliação diagnóstica ocorra é fundamental a sinalização do professor junto à equipe multidisciplinar, através das observações e os sinais manifestados pelo aluno em sala de aula.

A equipe multidisciplinar deve ser composta por pedagogo, pediatra, neuropediatra, psicólogo, psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, oftalmologista, educador infantil especializado, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social, neuropedagogo.

Após avaliação diagnóstica, que interfere na aprendizagem, o discente deverá ser encaminhado para o tratamento específico, e ter o acompanhamento, pois o foco deve ser centrado na dificuldade da criança, para que tais dificuldades sejam minimizadas ou até superada.

A educação especial abrange, não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas às condições de limitações e deficiências, mas aquelas não vinculadas a uma causa orgânica especificam como: as dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, o aluno não pode ser negligenciado ou excluído de apoio escolar.
A escola e educadores são chamados a revisar seus métodos e estratégias de ensino, para que todos os alunos sejam incluídos, numa relação dialógica, onde professor, aluno e métodos devem estar em diálogo constante. O professor é o principal agente do processo de reeducação, o qual deve estar familiarizado com os métodos de ensino, que envolvam todos os canais sensoriais, visuais, auditivos, sinestésicos e motores.
Cabe ao educador não subestimar as habilidades e competências, onde todos são conclamados a aprender de acordo com as múltiplas inteligências.

Sandra Maria Dias Ferreira

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