Diploma para sempre? Por que?

Diante da possibilidade de termos nossos diplomas “revalidados” e que compreendamos que a aprendizagem permanente é a mola mestra dos novos tempos, a busca por novas ideias precisa ser quase que obsessiva, e cotidiana.

 

 

Para se ter em mente a importância dessas questões do constante aperfeiçoamento, alguns países estão analisando a possibilidade de implantar o tempo máximo de validade dos diplomas universitários. Por se tratar de uma posição polêmica, causa discussões e conflitos.

Enquanto os indignados acham um grande absurdo invalidar um diploma, após anos de estudos e pesquisas, outros compreendem que nenhum conhecimento adquirido pode ser garantido nesse mundo que caminha muito mais rápido que a velocidade da luz.

Nos acostumamos com a ideia de detentores da verdade, de uma verdade absoluta que nos confere poder, e por isso a nossa dificuldade em aceitar um mundo constantemente provisório. Verdades provisórias não conferem poder.

Por sabermos que uma boa educação começa pelo bom professor, a formação continuada, ao longo de toda a sua vida profissional, torna-se ponto de honra. Porém, muitos caminhos levam a esse (in) sucesso. Se considerarmos que diversas instituições universitárias, públicas e privadas, deixam a desejar na formação inicial dos profissionais da educação, a necessidade de um longo programa de capacitação eterno para os educadores é inevitável.

O problema reside no planejamento institucional e pessoal para se atingir os objetivos e cumprir as etapas da melhor forma possível.

Desafios constantes dos educadores e instituições nas práticas pedagógicas da atualidade

As instituições, em sua grande maioria, não estabelecem políticas corretas e constantes, simulam diversas situações e ainda colaboram para a acomodação dos professores. Por outro lado, esses não se conscientizam da necessidade do aperfeiçoamento e de brigar com todas as forças por ele.

Esse grande problema da educação brasileira, ou seja, a aquisição constante de novos conhecimentos influi decididamente na qualidade do nosso ensino.

Se de um lado as instituições e nossos dirigentes e gestores deixam a desejar com suas propostas, por outro os professores se acomodam e não lutam para a revalidação do saber.

Tomemos como exemplo as novas tecnologias. Se considerarmos a faixa etária média dos professores atuantes e a idade das crianças e jovens frequentando as escolas, percebemos um grande hiato que não será ocupado tão facilmente. Tudo muito rápido, exceto a capacitação dos profissionais para trabalhar com essas crianças e jovens. Em breve, não será difícil entrarmos numa sala de aula e vermos o aluno na posição do professor.

Defendemos então que a formação continuada deve se manifestar nos programas institucionais e pessoais de várias formas como os cursos de extensão, especializações, mestrados, doutorados, grupos de estudos e grandes encontros como os Congressos e Feiras de negócios de produtos educacionais, que apresentam profissionais e empresas de ponta e, principalmente, tornam-se momentos de excepcionais trocas de experiências.

Num país de dimensões continentais e com uma diversidade cultural tamanha, espera-se que instituições públicas e privadas levem ao mais distante ponto do Brasil, grandes e consistentes oportunidades de capacitação e aperfeiçoamento profissional. Afinal, aprender constantemente só nos trará benefícios.

Luciana Melo. Graduada em Educação Física e empresária.
Marcos Melo. Graduado em Educação Física e Especialista em Educação Física Escolar e Treinamento Desportivo. marcosmelo@futuroeventos.com.br

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