A Educação a Distância em busca de uma nova cultura de aprendizagem

Apesar das dificuldades, as instituições, que já incorporaram esta nova modalidade, devem continuar se preocupando com a qualidade e credibilidade da Educação a Distância (EaD) investindo na formação de professores e melhorando os seus ambientes virtuais de aprendizagem apoiados nas Tecnologias de Informação e Comunicação.

A EaD possibilita mudanças no âmbito da educação, bem como um novo ambiente de ensino-aprendizagem que busca a produção do conhecimento e a autoaprendizagem, autoformação para possibilitar o desenvolvimento da autonomia, do sujeito aprendiz.

O ensino nessa modalidade deve ter o compromisso com a questão da autonomia do sujeito, promover a criatividade, sendo essencial instigar a investigação e a criticidade, para desenvolver capacidades de saber pensar, aprender a aprender e produzir novos conhecimentos em uma comunidade virtual de aprendizagem, por meio de ambientes abertos. Também é fundamental estimular a argumentação e contra-argumentação, transformar o conhecimento em sabedoria e manter o rigor metodológico utilizando o conhecimento científico em todo o processo educacional do EAD.

Nessa nova cultura, cabe a professor e alunos reaprender o tempo todo. Aprender a deixar que os alunos aprendam e estes cada vez mais terem a autonomia de serem autodidatas e construtores do seu modo de aprender. São muitos os avanços significativos da legislação em EaD, mas os avanços devem ser medidos pelas práticas de superação de valores e atitudes dando significado a maneira de fazer Educação a Distância tanto do ponto de vista do professor quanto do aluno.

A Educação a Distância com o passar do tempo e conforme sua modalidade de ensino for se solidificando e ganhando respeito pela Sociedade da Informação e do Conhecimento contribuirá cada vez mais para a formação de um aluno cada vez mais autodidata: um aluno capaz de cooperar para o aprendizado de todo o grupo de que faz parte, ensinando, colaborando, estimulando, perguntado, respondendo. O grande desafio da EaD é fazer funcionar a inteligência coletiva, que resulta da soma das competências de cada um do grupo.

Instituições de vanguarda já estão neste processo de evolução, está aí as universidades de EaD que mostram a toda a uma sociedade o quanto é possível chegar e ainda o tanto quanto temos ainda que nos adaptar e desenvolver. Refiro-me a professores, alunos e a toda uma sociedade que ainda não está preparada para estas mudanças, no entanto, alguém tem que começar. E com certeza, essa aceitação não ocorre com a mesma rapidez que as tecnologias e as novas maneiras de ensino-aprendizagem evoluem.

Uma forma de encarar essas mudanças e interiorizar a cultura da aprendizagem, é repensá-la em vez de repeti-la, desmontá-la peça por peça para depois construí-la.

Brisa Teixeira de Oliveira - Personal Writing. Mestre em Educação e jornalista especializada em produção de conteúdo jornalísticos e editoriais na área educacional.  contato@brisateixeira.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

RECEBA NOSSO CONTEÚDO EXCLUSIVO.