Educação a Distância: novas formas de ensinar e aprender

O crescimento e o alcance da Educação a Distância (EaD) somada à importância de utilizá-la para a formação de professores tornou-se um dos objetos de grande preocupação de pesquisadores e formadores de opinião, especialmente de educadores, dada a transformação que essa modalidade de ensino vem influenciando e modificando as novas formas de ensinar e aprender.

Mas de nada adianta essa mudança, se o processo não se basear em metodologias motivadoras, inovadoras e acesso fácil e rápido – quando se trata de ambientes virtuais de aprendizagem – na viabilização da busca do conhecimento e participação de todos os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

A tecnologia, a interatividade e o desenvolvimento da autonomia do aluno resultam numa nova realidade de concepção de aprendizagem colaborativa, a partir das comunidades virtuais e o suporte de ferramentas tecnológicas desenvolvidas para o EaD. Tais mudanças de paradigmas nos apresentam um novo cenário que possibilita uma série de estudos, ainda pouco explorados, no meio acadêmico, no que se refere às novas formas de aprender e construir conhecimento mediadas pela interação virtusl e tutorial.

A composição do material didático disponibilizado, seja nos meios impressos ou virtuais deve ser estimulante, motivadora, instigante e que procure desenvolver no estudante o interesse pela busca, pela pesquisa em um processo de (re)construção do conhecimento.

Essa (re)construção e apropriação do conhecimento é uma atividade que depende do sujeito aprendente, mas também depende da mediação proporcionada pelo material didático-pedagógico (impresso ou virtual) e por meio do trabalho essencial neste processo do orientador acadêmico (professor tutor), nas ações teóricas e práticas.

Com a aprovação da nova Lei de Diretrizes e Bases, em 1996, a Educação a Distância no Brasil ganhou visibilidade com propostas e critérios para contribuir para a democratização do acesso às universidades, permitindo uma abertura de diálogo no que diz respeito aos novos paradigmas educacionais para o novo século. Mais de 15 anos se passaram e a EAD ainda não obteve a credibilidade que deveria permear.

Seriedade, eficiência e eficácia já existem em muitos cursos de EaD, no entanto, ainda há o preconceito e falta o reconhecimento da própria sociedade, beneficiada com esta nova maneira de ensinar e aprender. Apesar das dificuldades, as instituições, que já incorporaram esta nova modalidade, devem continuar se preocupando com a qualidade e credibilidade investindo na formação de professores e melhorando os seus ambientes virtuais de aprendizagem apoiados nas Tecnologias de Informação e Comunicação.

Os maiores desafios da EaD estão em promover uma maior interatividade entre os alunos e tutores, durante todas as etapas do curso. Hoje os meios tradicionais nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem como fóruns, chats, telefone via 0800 e rádio web possuem uma baixa participação dos acadêmicos.
Em meio à polêmica que gera a modalidade do Ensino a Distância, assim como os desafios que são colocados à prova para conquistar o seu reconhecimento e sua valorização no meio educacional, em particular na formação de professores, faz-se necessário a divulgação de boas práticas de projetos que vem ganhando reconhecimento.

Brisa Teixeira de Oliveira - Personal Writing. Mestre em Educação e jornalista especializada em produção de conteúdo jornalísticos e editoriais na área educacional.  contato@brisateixeira.com

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