A importância da educação continuada de professores

A formação continuada é um elemento basal para a carreira docente. Só assim que saberes sempre atualizados e uma construção de conhecimento plena pode ser realizado em conjunto com alunos e toda a sociedade.

O mundo não para. A cada minuto que passa, novas informações surgem, novas descobertas e novos caminhos se abrem para o conhecimento. Com o acesso diário à internet e às redes sociais, através de celulares que cabem em nossos bolsos, temos uma noção maior da velocidade com que as informações giram. Muitas vezes, se passamos menos de uma semana offline, ao voltarmos nos sentimos extremamente defasados, por termos perdido muito das informações que estiveram em evidência, ou melhor, nos trend topics.
Quando seu trabalho consiste em revelar, formar e construir conhecimento sobre o mundo junto de crianças, adolescentes ou adultos, é preciso permanecer a maior parte do tempo online, não apenas no sentido de estar conectado à internet e aos temas cotidianos em discussão, mas,principalmente, no sentido de estar atento às mudanças que podem influenciar na construção do conhecimento a partir das novas informações que giram diariamente pelo mundo, desestabilizando aquilo que achávamos que já sabíamos.

Sobre o cenário brasileiro
Para ensinar da melhor maneira possível, é preciso ser capaz de construir uma visão plural do mundo, uma visão que acompanhe as suas mudanças, especialmente aquelas sofridas pelas gerações de alunos que renovam os bancos das escolas periodicamente. Assim, a ideia de uma formação continuada é requisito essencial para qualquer um que pretenda a carreia docente. Existem muitos programas, principalmente dentro do serviço público, que fomentam a formação continuada de professores. Entretanto, a mera existência de programas com esse intuito não é o suficiente, é preciso também que os próprios professores tenham consciência da importância de permanentemente superarem-se.
O Brasil não é um país que valoriza a pesquisa e nem a construção contínua de conhecimento. Justamente pela nossa pouca tradição nessa área, mesmo aqueles que trabalham com o ensino —e/ou exercem cargos de docência — pouco investem nesse aspecto basal de sua formação. A realidade, principalmente dentro do ensino público, é de professores que estagnam ou mantêm-se fazendo cursos que pouco lhes desafiam, mais motivados pelos acréscimos de salário do que pela ideia de uma formação contínua que reconstrói seu conhecimento. São poucos aqueles que se dedicam à pesquisa séria e à longo prazo, até porque, existe muito pouco fomento a isso.

Por uma construção coletiva do conhecimento
A formação continuada do professor deve aliar prática à realização pessoal. A ânsia por mais conhecimento, deforma a repassá-lo sempre atualizado para os alunos, deveria ser requisito para a escolha da carreira docente. A essência da formação continuada de professores é a construção coletiva de um saber e a discussão crítica do saber fazer. Por isso, não só de cursos, leituras e pesquisas deve ocupar-se o professor. Compartilhar esse conhecimento com seus alunos é essencial. A partir da discussão coletiva é que podemos transformar a sociedade e, de certa forma, adaptarmo-nos a ela da melhor maneira possível.
Em um ciclo contínuo de estudo, compartilhamento e discussão, o conhecimento gira retroalimentando os agentes dessa dinâmica da qual todos participamos: professores, alunos, família, escola, sociedade, Estado, empresas. Mas cada um desses agentes precisa ter noção de seu papel: cabe ao professor sempre superar-se, atualizar-se e compartilhar o que sabe com seus alunos. Não pensar sempre da mesma maneira e acompanhar o ciclo do conhecimento exige um esforço contínuo. Não há local mais propício para a mudança do status quo de uma sociedade do que a escola.

Texto produzido pela equipe da Futuro Eventos.

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