Mudando de carreira: questões e soluções educacionais

Dá medo, mas às vezes é o passo mais acertado para o nosso futuro. Quando, como e por que mudar de carreira? Quais são os caminhos educacionais possíveis para a sua nova empreitada?

Você chegou à conclusão que a sua carreira não te deixa mais tão satisfeito como antes? Descobriu uma nova paixão ou simplesmente escolheu cedo demais a profissão que seguiria para o resto da vida? Como saber que é hora de dar uma guinada na sua vida profissional? E como dar essa guinada? Pessoas insatisfeitas com as escolhas profissionais são mais comuns do que imaginamos. Se pararmos para pensar, escolhemos nossa profissão ainda muito cedo: o vestibular geralmente é prestado por jovens com menos de 20 anos. São raras as pessoas que sabem desde tão cedo o que querem da vida e, se você está em dúvida com relação à sua carreira, não se sinta sozinho. Essas divergências profissionais são quase regra nos dias de hoje, devido à estrutura educacional de nosso país. Contudo, raros são os casos de pessoas que realmente adquirem a coragem de mudar. Toda mudança é um tanto traumática e bastante trabalhosa, por isso, precisa ser bem pensada. Desta forma, é preciso primeiro questionar-se para depois buscar soluções.

Realmente quero mudar?
Você realmente quer mudar ou está apenas passando por uma fase ruim na sua carreira? Para chegar à solução desse problema é preciso imaginar-se daqui a 5 ou 10 anos e perguntar-se: “onde quero estar? ”. Por exemplo, você é um professor, mas está cansado da sala de aula. Pode ser apenas uma fase ou uma frustração contínua. Se é uma frustração contínua, deve-se perguntar se você tem ideia do que faria em vez de ser professor.
Continuemos com esse exemplo: um professor que está cansado da sala de aula. Primeiro analise se realmente é um cansaço definitivo, uma vez que toda profissão acaba nos cansando vez ou outra. Talvez a pergunta mais acertada para saber se queremos realmente mudar é: “isso está me fazendo mais mal do que bem? ”. Querendo ou não, o trabalho precisa nos trazer recompensas positivas, senão não seremos bem-sucedidos e permaneceremos infelizes. Se seu trabalho está te fazendo mais mal do que bem e você intui que este cenário não irá mudar, talvez seja realmente hora de repensar a sua carreira. Então, sigamos para o próximo passo.

Mudança radical ou parcial?
Se você chega à conclusão de que precisa mudar, é preciso averiguar se essa mudança será radical ou parcial. Nem sempre “mudar” significa “mudar de carreira” ou deixar de ser professor, como no exemplo já citado. Às vezes, uma mudança de atitude e expectativas é o suficiente para nos motivar. Muitos professores jovens encaram tal ofício com grande romantismo, mas, mesmo frustrados com a realidade, o desejo de ensinar permanece em seu íntimo. Em outros cenários, o professor pode também descobrir alguns talentos próprios que antes não conhecia, como habilidades de gestão ou estratégia administrativa. Nessas situações, é interessante que o profissional passe a fazer cursos diferenciados, que contribuam para a construção de um conhecimento específico sobre o novo caminho profissional que pode ser empregado dentro da sua área de atuação. Um professor que se apaixona por processos de gestão pode fazer uma pós-graduação nessa área e passar a pleitear cargos de direção ou coordenação dentro de uma escola.
Entretanto, se não há saída na sua área de atuação para aquilo que deseja fazer, o jeito é procurar as soluções para uma mudança mais radical. Um professor que descobre o desejo de ser um chef de cozinha, invariavelmente, terá de fazer um curso profissionalizante na área. Mas um professor que decide ser médico, terá de fazer uma nova graduação em medicina. Os caminhos educacionais a serem percorridos dependem muito da futura carreira que se vislumbra. Do mesmo modo, o tamanho do esforço empregado na mudança também dependerá do seu próprio desejo. Se você for professor e realmente quiser ser médico, terá o empenho para cursar outros 6 anos de graduação, mais a residência. Agora, se você tiver alguma dúvida, provavelmente não terá a energia e a motivação para isso. É o tamanho do seu próprio empenho que responderá se a sua mudança deve ser parcial ou radical.

Quais são as escolhas educacionais?
Assim, uma mudança radical provavelmente exigirá um esforço radical para mudar de carreira. Uma mudança parcial exigirá menos empenho. No primeiro caso, provavelmente será preciso cursar uma nova graduação. No segundo caso, normalmente, uma pós-graduação lato sensu ou cursos profissionalizantes podem bastar. É importante sempre conferir ementa e requisitos necessários para cursar a pós-graduação, os cursos profissionalizantes e de aperfeiçoamento que podem ajudar a potencializar mudanças em sua carreira. No entanto, tenha em mente que a mudança tem de partir primeiro de nós mesmos.

Texto produzido pela equipe da Futuro Eventos.

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