Neurociência , Tecnologia e Educação – Essa parceria pode contribuir para o trabalho do Professor?

Os estudos trazidos pela neurociência sobre como o cérebro aprende, pode ofertar ao professor conhecimento que permita diversificar os recursos utilizados em sala de aula a fim de levar os alunos a uma aprendizagem significativa.

Todos nós da área da educação ouvimos constantemente a frase “ educação do século XX para alunos do século XXI” , mas somos do século XX e aprendemos com os recurso da época, me lembro como se fosse hoje o encantamento que nós alunas do magistério tivemos quando a professora de metodologia da educação trouxe para sala de aula um flanelógrafo e um cartaz de pregas , lindos feitos de feltros, papéis coloridos e fitas.

Isso nos faz pensar: quais são os recursos que devemos utilizar para os famosos alunos do século XXI? Como nós educadores do século XX podemos compreender a importância de mudança e como isso impactara concretamente de forma positiva em nossa sala de aula? Será que o ensino hibrido resolverá todos os nossos problemas em relação ao aprendizado do aluno? O quanto os estudos trazidos pela neurociência poderão contribuir na área da educação, norteando o trabalho do professor como mediador da aprendizagem?

Neurociência, Tecnologia e Educação uma parceria essencial. Permeamos nosso caminho na educação com teorias educacionais de estudiosos renomados como Jean Piajet, Lev Vigotsky , Paulo Freire, Anisio Teixeira, Ruben Alves, Emília Ferreiro,  dentre vários outros que contribuíram significativamente para a mudança da educação do século XX e nos acompanham até os tempos atuais, porém necessitam de complementos.

E quais podem ser estes complementos?

Neste breve estudo vamos trabalhar com dois : as tecnologias que incorporaram na vida dos alunos e os estudos da neurociência que contribuem com a diminuição da distância entre como ensinamos e como os alunos aprendem.

Existe hoje algum aluno acima de 15 anos que não possui um computador portátil que chamamos de celular? O que brilha mais aos olhos dos alunos, cópias da lousa ou jogos interativos? O que motiva mais uma sala de aula, atividades repetitivas ou diversificadas?
As respostas para estas perguntas parecem obvias e realmente são, sabemos que utilizar novos recursos tecnológicos interativos disponíveis e professores que interajam e estimulem a aprendizagem motivam mais nossos alunos, mas por quê?

Estudos da neurociência nos mostra que quanto mais houver estímulos significativos para o aluno, mais eficiente se torna o cérebro, revela também que o cérebro precisa de carinho para aprender(Suzana Herculano Hozel), de atividades diversificadas e prazerosas, ou seja, conteúdos adequados e bem trabalhados, aliados a um mediador capaz de criar vínculos afetivos conduzem a uma aprendizagem efetiva, ultrapassando a memória de curto prazo.

Temos nas mãos ferramentas tecnológicas maravilhosas e estudos que a neurociência nos trás aplicadas a educação que permitirão a nós professores dos alunos do século XXI proporcionar um desenvolvimento integrado e completo, diminuindo cada vez mais a distância entre como os alunos aprendem de como os professores ensinam.

Elaine Santos 

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