O desenvolvimento de habilidades cognitivas e comportamentais na escola

Futuro Eventos

As exigências profissionais do novo século são múltiplas e vão além dos conteúdos tradicionais, pois também demandam habilidades cognitivas e comportamentais para o sucesso de um indivíduo no mercado de trabalho.

 

 

Não é segredo que, mais do que o QI (Quociente de Inteligência) herdado dos pais, o grande estímulo para desenvolver a inteligência das crianças é o ambiente. Segundo pesquisas, de todas as chances que uma pessoa dispõe de obter sucesso na vida, apenas 4% delas são influenciadas por seu QI. Portanto, é mais do que necessário que o ambiente em que um indivíduo viva o estimule o suficiente para que desenvolva habilidades cognitivas e comportamentais necessárias para obter êxito em sua vida profissional.

Respeito, colaboração e resiliência
Daí a importância da escola. Esta, mais do que ensinar os conteúdos tradicionais de seu currículo, deve também focar nas habilidades cognitivas e comportamentais de seus alunos. O primeiro passo seria ensiná-los que todos são iguais e, por conseguinte, aceitar e respeitar as diferenças do outro. A seguir, estímulos que façam os alunos trabalhar em grupo, aprender a cooperar entre si na busca de um resultado maior. Depois, a resiliência, capacidade de lidar com leveza com as adversidades de qualquer fato da vida, seja um fracasso, inadequação ao meio, problemas pessoais, etc. Essas habilidades são valorizadíssimas pelo mercado de trabalho, porém, de certa maneira, são raras. Mesmo profissionais de alta gradação penam em ser responsáveis, tolerantes ou pacientes.

O desafio das escolas
Assim, desenvolver as habilidades cognitivas e sócio-emocionais das crianças e adolescentes é um desafio enorme para as escolas. É preciso que os jovens entrem na faculdade com pensamento crítico, criatividade, capacidade para a resolução objetiva de problemas e senso de colaboração. Essas são características primordiais para qualquer profissional do século XXI. No entanto, a maioria dos países tem avançado pouco na adaptação de seu sistema público de ensino para uma nova abordagem. Mesmo em nações ricas, o prognóstico é de que 30% dos alunos chegarão final do Ensino Médio, em 2030, sem ter desenvolvido um mínimo dessas habilidades. Para os países de renda média, a previsão é de 49% dos alunos não atinjam tal objetivo mínimo, enquanto em países de renda baixa, a porcentagem é de extremos 92% de jovens incapacitados em suas habilidades cognitivas e comportamentais ao deixarem a escola.

Isso, obviamente, aponta para uma necessidade urgente de reformas no Ensino Básico. As escolas precisam adotar modelos novos de ensino e abordagem, que fujam do velho papel de autoridade do professor ou de competitividade entre os alunos. A palavra de ordem é cooperação. Mesmo na relação entre os professores raramente vemos esse trabalho em conjunto para o alcance de objetivos maiores. Talvez, o primeiro passo deva partir dos próprios mestres que, enriquecendo o diálogo entre a classe, possam juntos propor com a equipe pedagógica uma abordagem interdisciplinar que dê conta das exigências do novo século.

Texto produzido pela equipe da Futuro Eventos.

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