Quais os caminhos para formarmos bons professores?

Alguém ainda duvida da importância de um professor bem preparado na vida dos alunos?

 

Justamente para tornarmos a resposta dessa pergunta em “Não duvido”, temos que refletir sobre quais as decisões que hoje são tomadas para formarmos e desenvolvermos cada dia melhor todos os professores.

É notório que essas decisões e seus resultados, impactam nos projetos educacionais de qualquer país, afinal, as constantes mudanças nos processos de ensino e aprendizagem, a forma com que as graduações hoje estão estabelecidas e o avanço da tecnologia em todos os setores, exigem mudanças e ações imediatas na condução desses projetos de capacitação.

Por outro lado, a chamada condição docente, constituída por carreira, salário, condições de trabalho e formação, constituem-se, num grande obstáculo para se atrair pessoas, que exerçam a profissão, ou mesmo, para afastar os profissionais já existentes, que vão a procura de outras oportunidades no mercado.

O Plano Nacional de Educação (PNE), tratou de contemplar, dentre suas 20 metas, 4 delas aos professores. No documento, o plano de carreira, a valorização e as formações iniciais e continuada, merecem destaque.

Mas o Brasil tem um grande desafio pela frente. Afinal, entre os mais de 2 milhões de professores existentes, 24% deles (Censo Escolar 2014), não têm uma formação adequada que corresponda a uma educação de qualidade, e isso acende uma luz de alerta, pois na educação básica, onde a performance docente é fundamental, temos os maiores problemas, o que leva a continuarmos com níveis baixos de qualidade de ensino.

Outro fato negativo, que sempre caracterizou a formação inicial, que é uma atenção especial a prática, deve ser contemplado em breve, conforme prevê o PNE, e aproximará muito mais os professores da realidade escolar.

Pessoalmente, entendo que a formação tem que receber uma reformulação completa, tanto na fase inicial, como na sua continuidade. A forma com que as universidades tratam os seus cursos, realmente está muito distante do dia a dia da escola.

Isso parte da elaboração dos seus currículos e do corpo docente, afinal, a forma com que é proposto, prepara as pessoas muito mais para a pesquisa, do que para a escola.

A continuidade, a chamada formação continuada, pode ser considerada ridícula para os padrões que desejamos no Brasil. Aliás, cabe a universidade também propiciar a extensão. Isso está longe de ser realidade.

Por sua vez, os profissionais e empregadores não elaboram planos de capacitação, que evolua sua performance, alguns por falta de recursos, outros por falta de oportunidades e milhares por não ter sequer a visão da importância destas ações.

Estamos confiantes, que as áreas pública e privada de ensino e empresas particulares que propiciam essa condição, possam dar conta dessa demanda cada vez mais e rapidamente.

Marcos Melo. Graduado em Educação Física e Especialista em Educação Física Escolar e Treinamento Desportivo. marcosmelo@futuroeventos.com.br

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