Síndrome do Túnel do Carpo. Como diagnosticar e tratar?

A Síndrome do Túnel do Carpo, resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica localizada entre a mão e o antebraço, é uma lesão que infelizmente pode ocorre não apenas com atletas, mas em qualquer pessoa. Saiba as causas e qual o tratamento adequado.


O que todos precisamos saber sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

  a. É uma lesão comum em atletas e fisiculturistas;
  b. Os Sintomas no punho e na mão, como: dor, sensação de diminuição de força, amortecimento, diminuição da precisão ou movimentos finos, etc., podem sugerir uma patologia inflamatória como essa síndrome.
  c. Fisiologicamente “mecanicamente”, temos diversos nervos, músculos, tendões, ligamentos, cartilagens, vasos e outras estruturas importantes, que atuam conjuntamente nesta “arte” que é o nosso organismo.
  d. Estruturas que compõe o túnel do carpo são: O tendão do músculo flexor longo do polegar; 4 tendões dos músculos flexores superficiais dos dedos; 4 tendões dos músculos flexores profundos dos dedos e o nervo mediano.

Focando no membro superior, na área “abaixo” do cotovelo, temos 2 regiões completamente diferentes:

1. De um “lado” do antebraço, o “lado” da palma da mão (região ventral/anterior) temos tendões e músculos que são os responsáveis pelo movimento de flexão do punho e da mão, ou seja, quando a palma da mão vem de encontro ao antebraço (punho “fechado”). Este é um movimento (flexão) extremamente mais complexo do que o seu oposto, a extensão do punho e da mão, que é realizada pelos músculos e tendões que se localizam no lado dorsal/posterior do antebraço.

2. Especificamente no punho, temos uma estrutura que é uma “faixa ou fita” contensora (retináculo) que simplificadamente falando, dá a volta no punho, criando um túnel interno, através do qual, passam diversos tendões e um nervo especificamente, o famoso nervo mediano.

Causas e diagnóstico correto

Por ser uma região extremamente importante e suscetível à lesões, qualquer condição atípica de preenchimento de espaço que gere hipertrofia, inflamação, edema e compressão local, pode causar sintomas típicos de compressão do nervo mediano.

Para diagnosticar, pode haver, pela compressão do nervo mediano:
 a.Diminuição gradual da força muscular dos dedos (exemplo: segurar um copo fica difícil).
 b.Diminuição gradual da sensibilidade inicialmente nos três primeiros dedos (polegar, indicador e médio).
 c.Formigamento dos dedos.
 d.Em casos avançados, cianoses (alteração de coloração) nos três primeiros dedos.
 e.Pele seca em toda a mão.

Lembrando (basicamente), que só sentimos dor e alteração de sensibilidade (amortecimento, formigamento, perda de força), em qualquer local do corpo, por lesão do nervo (algum deles – evidentemente que depende da localização).

Em grande parte dos casos, a causa é compressiva, sendo que o que muda é a causa da compressão, que pode ser por: contratura muscular, hipertrofia, crescimento ou alteração óssea, tumores, alterações discais, etc…

Como foi dito no início, “mecanicamente” fica fácil de entender…

Quando a articulação é sobrecarregada ou estressada de maneira incorreta, ocorre um “inchaço” local por um processo inflamatório que se inicia. Como é uma região que possui uma “fita” que envolve as estruturas que vão sendo lesadas, esse “inchaço” não consegue expandir (aumentar para fora) por causa da fita e acaba comprimindo (apertando) o nervo mediano que está no meio desta “confusão” toda… Aí surgem os sintomas iniciais.

No levantamento com pesos, os exercícios que na prática observa-se como os maiores causadores destas formas de compressão são:
 1. Remada alta
 2. Supino com pegada fechada
 3. Rosca de punho com barra/halter
 4. Rosca de punho por trás da barra
 5. Rosca de punho invertida

Qual o tratamento?

Desenvolver o reequilíbrio dos músculos da coluna, músculos da cintura escapular e antebraço.
3 dos 4 informantes posturais estão na cabeça (ATM, labirinto e olhos). O 4º são os pés, que recebem a carga a cada passo que damos no mundo.
É na Avaliação Biomecânica que será possível detectamos os elos frágeis que precisam ser fortalecidos.

Concluindo, a realidade é que em muitas academias e ginásios não se houve falar muito de Síndrome do Túnel do Carpo devido ao esporte, sabem porquê? Porque muita gente (que precisa) não treina o antebraço. Além de que, em centros em que se treina de “verdade”, é uma situação na qual devemos atuar diretamente para que preventivamente, o aluno ou atleta não venha a apresentar sintomas que prejudiquem sua rotina de treino ou de qualquer lesão que demande afastamento de suas atividades.

 

Luciana Medeiros – Consultora de Saúde e Personal Coach.
luciana@lifexcuritiba.com.br

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